Memória de elefante: mito ou verdade?

Como melhorar minha memória?

Na minha infância ouvi muito a expressão “Você tem a memória de um elefante morto!” ou seja, não tem. Na verdade, o que se diz, é que o elefante tem boa memória e capacidade de aprendizagem, assim como o macaco e golfinhos.

Nesse sentido, de acordo com a bióloga Flávia Taconi, da fundação Parque Zoológico de São Paulo, citado por Tatiana Promin do UOL de São Paulo em 09/06/15, grupos de cerca de 100 elefantes seriam liderados pela fêmea mais velha, a matriarca que teria que memorizar os locais de água e alimentos para os tempos de seca e escassez, mostrando assim, uma boa habilidade de memória espacial. Segundo ela, essa habilidade foi moldada ao longo do tempo pelas experiências de vida, adaptando-se às condições para sobrevivência e perpetuação da espécie. Tatiana relata ainda, que os elefantes se lembram por décadas dos aromas e das vozes de indivíduos de outras rotas migratórias, de lugares especiais e de habilidades apreendidas (UOL por Petter Granli, da ONG ElephantVoices).

Agora, já sabendo um pouco mais sobre a memória dos elefantes e lembrando que o processo de memorização tem 3 etapas que são o  recebimento da informação, o armazenamento e a lembrança, me pergunto a que tipo de memória estariam se referindo na minha infância, já que temos a memória episódica, quando lembro da minha formatura, por exemplo, ou memória semântica quando lembro o que é uma beca, usadas nas formaturas. Talvez, fosse a memória operacional e, pode ser que tivessem razão, pois muitas vezes eu tinha dificuldades com operações matemáticas, ou de fazer uma “continha”, como dizem. Ou mesmo quando, após ler uma página inteira, não fazia ideia do que tinha  lido e precisava voltar e reler tudo.

Contudo, posso precisar de uma informação daqui a alguns segundos ou minutos (memória imediata) ou daqui a alguns anos (memória tardia) e, se lembro que tenho dentista amanhã, minha memória prospectiva mostra-se em boas condições e ainda, ao lembrar de fatos da minha vida, minha memória autobiográfica também está ok.

Além disso, minha memória operacional melhorou ao longo do tempo, principalmente quando passei a compreender melhor esse processo e prestar mais atenção nas minhas condições como sono, cansaço, fome, sede e ainda, me cercar de menos estímulos enquanto trabalho.

Respondendo à pergunta, como melhorar minha memória, colocamos abaixo algumas dicas:

Dicas para melhorar a memorização:

  1. Uma técnica bastante eficiente é a repetição espaçada ou expandida, que seria ler uma informação e repeti-la algumas vezes ao longo do dia, em princípio com pouco intervalo de tempo, mas ir aumentando esse espaço gradualmente.
  2. Outra técnica que uso é: quando vou ler um número de telefone, lembrando que são 8 ou 9 dígitos, leio uma só vez e pego o telefone para ligar. Se eu ler e reler umas duas vezes, a probabilidade de esquecer é maior. Geralmente agrupo de 3 em 3 números, como fiz para memorizar meu CPF que são 11 números. Então, a técnica seria agrupar os números de 2 em 2, 3 em 3 ou 4 em 4 e, ler uma vez só. Claro que é preciso treinar essa técnica para aperfeiçoar.
  3. Outra, é reverberar que seria ler verbalizando (em voz audível).
  4. Associar a algo conhecido também funciona e, se for o nome de uma pessoa, associar a outra pessoa de mesmo nome.
  5. Imaginar figuras bizarras ou esquisitas ajuda a memorizar. Figura bizarra? pensar um elefante sobre um xícara, por exemplo.
  6. Professores de cursinho geralmente fazem paródia com a matéria para facilitar a memorização por parte dos alunos.
  7. Costumo desenhar o conteúdo para melhor compreensão ou escrever nas laterais dos livros. Isto, facilita para eu lembrar e buscar a informação quando precisar dela de forma mais completa.
  8. Dizer todo o alfabeto em sequência, é algo que costumo quando quero lembrar o nome de uma pessoa. Quando digo a letra inicial do nome dela costumo me lembrar.
  9. Expandir a informação por mais de um minuto e associar aos sentidos. Por exemplo, antes de ir ao supermercado, pense na lista da seguinte forma: arroz (imagine-o pronto, em uma travessa, saindo fumaça por estar quente, com cheiro de alho, branquinho. Nas bordas da travessa estão algumas folhas de alface verdinhas, frescas, com rodelas de tomate bem vermelhos e frescos, temperados com limão e sal. Assim, associamos a visão, olfato, paladar e sensação de temperatura. Por fim, chegando ao supermercado, procure lembrar-se dessa travessa de arroz e compre: arroz, alface, tomate, alho, limão e sal. Me deu água na boca, e você?
  10. Por último, para fazer lista ou memorizar conteúdo escolar pode-se usar o acróstico. Em relação à lista seria: A (arroz) L (limão) T (tomate) A (alface) S (sal) A (alho). Penso ser mais fácil memoriza ALTASA  do que todos os itens e, quando mais esquisita a palavra formada, melhor.

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